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Intuição e Carisma Pessoal

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Intuição e Carisma Pessoal
07/11/2007

Quando você cria empatia consigo mesmo, passa a ficar mais atento aos sinais do seu corpo e é capaz de atribuir significados a estes sinais. O carisma ou poder pessoal também é conhecido como congruência pessoal e ocorre quando o seu comportamento não-verbal apóia o que você fala. Nesta situação, você se torna naturalmente coerente e sincero; é como se todas as suas partes (palavras, corpo, linguagem e ações) ficassem alinhadas com o que você está fazendo no momento. Este estado de congruência pessoal exerce grande influência na comunicação e aumenta muito as chances de sermos bem sucedidos em nossas ações.
São poucas às vezes em que somos totalmente congruentes, mas se ficarmos atentos aos sinais de incongruência expressos em nosso corpo, teremos mais um valioso aliado para o nosso bem-estar. Você já deve saber o que é ter a atenção dividida quando está fazendo algo. Imagine fazer uma apresentação pensando no lugar em que estacionou o seu carro, nas contas que você precisa pagar, no aniversário do seu filho, na reforma da casa e em tantas outras coisas. É pouco provável que, com tantas informações dividindo a sua atenção, a sua apresentação tenha a mesma qualidade que teria se toda a sua concentração estivesse dirigida unicamente para ela.
Ter congruência pessoal é colocar total atenção ao que você está fazendo naquele momento. A incongruência é resultado de um conflito interno expresso no seu comportamento. Em outras palavras, quando você tem um conflito e não está de pleno acordo consigo mesmo, você está incongruente. As pessoas que têm uma intuição desenvolvida, na prática, também têm uma consciência corporal muito apurada e reconhecem, mesmo sem saber explicar o porquê, quando estão em conflito ou quando têm certeza de algo. É comum ouvirmos “Eu não sei descrever os motivos, eu simplesmente sei que é assim”. Quando esta certeza está relacionada com realizações pessoais, em geral ela desencadeia uma energia muito grande descrita por várias pessoas que a tiveram como uma sensação física, ou ouviram uma mensagem parecida com “Siga em frente, este é o caminho”. Normalmente, o indício de que algo não vai bem manifesta-se com sensações físicas na barriga ou no peito.
Tomada de decisão
Quando você tem que tomar uma decisão, comprar uma casa, por exemplo, você vai buscar uma série de informações a respeito dela: o preço, as condições de pagamento, a localização; vai conversar com os antigos proprietários; submete a documentação do imóvel para o seu advogado, etc. Algumas vezes, entretanto, apesar de todas as evidências positivas, você tem uma sensação de “desconforto”: uma intuição que não te deixa completamente satisfeito com a compra da casa, embora não saiba explicar o porquê. Neste caso, confie na sua intuição. Leve em consideração este desconforto e busque mais evidências até ficar convencido de que está fazendo um bom negócio.
Esta percepção apurada dos sinais de congruência e de incongruência, expressos por sensações no seu corpo, é uma fonte valiosa de informações para a tomada de uma decisão e só ocorre quando você cria uma grande empatia consigo mesmo. Reconhecer e prestar atenção às mensagens do seu corpo é uma expressão de auto-respeito, de aceitação dos seus sentimentos e de fortalecimento da sua auto-estima. Você respeita o que o seu corpo tem a dizer e “não atropela” as mensagens enviadas por ele. Mesmo que ocasionalmente não interpretemos com precisão todas as nossas sensações, pois isto requer treino, todos nós podemos desenvolver esta habilidade, favorecendo a emergência da intuição.
No que diz respeito à intuição aplicada ao relacionamento com outra pessoa, o fato de estarmos atentos somente ao “aqui e agora” torna-nos mais criativos. O silêncio interno, ou seja, não dividir nossa concentração com problemas variados, permite focalizarmo-nos na recepção dos estímulos externos e no nosso interlocutor. A intuição também pode ser definida como sendo a nossa capacidade de recolher fatos e experiências num diálogo; eles alimentam nossa criatividade, que é resultado de um tratamento complexo, na maioria das vezes inconsciente, de todas as informações factuais recolhidas.
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